Osteoporose é uma condição em que a resistência dos ossos diminui e o risco de fratura aumenta. Em geral, ela não provoca dor antes de uma fratura. Por isso, esperar sintomas pode significar perder a oportunidade de reconhecer o risco mais cedo.

Quem apresenta maior risco?

O risco aumenta com idade, menopausa, baixo peso, histórico familiar de fratura de quadril, tabagismo, consumo excessivo de álcool e quedas. Uma fratura após trauma leve — como cair da própria altura — é uma informação especialmente importante. Algumas doenças e medicamentos, principalmente uso prolongado de corticoides, também aceleram a perda óssea.

Densidade mineral óssea

A densitometria mede a quantidade de mineral em regiões como coluna e quadril e ajuda a classificar baixa massa óssea e osteoporose.

Risco de fratura

Considera também idade, fraturas prévias, quedas, corticoide e outros fatores. Duas pessoas com o mesmo exame podem ter riscos diferentes.

O que significa o resultado da densitometria?

Em mulheres após a menopausa e homens mais velhos, o T-score compara a densidade com a de adultos jovens. Valores iguais ou abaixo de -2,5 são compatíveis com osteoporose densitométrica. Entre -1,0 e -2,5 fala-se em baixa massa óssea, mas esse resultado não é sinônimo de risco baixo: uma fratura por fragilidade pode justificar tratamento mesmo sem T-score de osteoporose.

Em pessoas mais jovens, a interpretação é diferente e costuma valorizar o Z-score e causas secundárias. Comparar exames também exige verificar se foram feitos no mesmo aparelho e se a variação ultrapassa o erro esperado da medição.

Quais exames podem complementar a avaliação?

A investigação é individualizada e pode incluir cálcio, função renal, vitamina D, hemograma, tireoide e outros testes quando há suspeita de uma causa secundária. Radiografias ou avaliação de fratura vertebral podem ser necessárias diante de perda de altura, dor súbita nas costas ou alteração da postura.

Exercício protege os ossos e reduz quedas

Fortalecimento, atividades com sustentação do peso e treino de equilíbrio ajudam a manter massa óssea, força e estabilidade. O programa deve ser adaptado para quem já teve fratura vertebral, apresenta dor, limitações ou alto risco de queda. Apenas caminhar é positivo para a saúde, mas pode não oferecer todo o estímulo necessário para força e equilíbrio.

Cálcio e vitamina D: mais nem sempre é melhor

O cálcio deve vir preferencialmente de uma alimentação adequada; suplemento é considerado quando a ingestão é insuficiente. Vitamina D é importante, especialmente em deficiência ou risco aumentado, mas doses excessivas não tornam os ossos proporcionalmente mais fortes e podem causar efeitos adversos. A necessidade deve ser estimada individualmente.

Quando medicamentos entram no plano?

A decisão considera fraturas anteriores, densitometria, risco calculado, idade, função renal e causas associadas. Existem medicamentos que reduzem a perda óssea e outros que estimulam formação óssea. Escolha, duração, sequência e eventual pausa dependem do risco; interromper algumas terapias sem planejamento pode levar a perda rápida de proteção.

Prevenir fraturas também significa prevenir quedas

  • revisar visão, equilíbrio, força e medicamentos que causam tontura;
  • melhorar iluminação e retirar tapetes ou obstáculos instáveis;
  • usar calçado seguro e apoio quando houver indicação;
  • manter atividade física regular e ingestão adequada de proteínas;
  • investigar quedas repetidas, perda de altura e fraturas após trauma leve.

Fontes consultadas